domingo, 16 de outubro de 2011

O Orçamento é meu, o défice não, diz Passos Coelho

"As medidas são minhas mas o défice que as obriga não é meu." Foi assim que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, justificou hoje, no Parlamento, o seu primeiro Orçamento do Estado, depois do secretário-geral do PS, António José Seguro ter classificado as medidas anunciadas anunciadas ontem como “violentas e injustas” que caíam como “um golpe fortíssimo na classe média”.

O líder socialista acusara o Governo de ir além do acordado com a troika

Os dois dirigentes políticos confrontaram-se no debate quinzenal em São Bento, com Passos Coelho a justificar as medidas de austeridade com a necessidade de fazer frente a um desvio orçamental.

Seguro criticou o Governo por não haver “nem uma palavra sobre o emprego e particularmente sobre o crescimento económico”. E exigiu ”um esclarecimento detalhado sobre qual é esse desvio orçamental”. Passos respondeu que existia “mais espaço para dúvidas sobre o desvio porque este está patente nos indicadores do Instituto Nacional de Estatística”

O líder socialista acusara antes de ir além do acordado com a troika. "As medidas que anunciou não são as medidas constantes no memorando da troika, nem representam o caminho que o PS escolheria para Portugal", lembrando que com isso falhara as suas promessas eleitorais.

Passos Coelho ripostou que as medidas extra serviriam para atingir o défice acordado, que se tinham tornado obrigatórias devido a “previsões de receitas irrealistas, suborçamentação e metas que representavam apenas intenções”.



http://economia.publico.pt/Noticia/o-orcamento-e-meu-o-defice-nao-diz-passos-coelho-1516459


Ângela Almeida nº5 12ºC

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